A voz da Natação: Rodolfo Carneiro 

A natação tem voz. E há 10 anos, Rodolfo Carneiro empresta a dele para narrar competições do esporte Brasil afora. Desde 2013 atua como locutor oficial da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). 

Advogado por formação,  largou o ofício para cumprir a rotina de viagens. No currículo já narrou os Jogos da Juventude pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), os Jogos Olímpicos e Jogos Paralímpicos. A advocacia teve mesmo que ficar em segundo plano. 

Além da narrativa na natação, participou de outros eventos esportivos como o Campeonato Brasileiro Interclubes de Voleibol no Rio Janeiro, Polo Aquático e nados artísticos (antigo nado sincronizado). 

O pai dele também fazia locução e hoje, Rodolfo Carneiro, acredita que a natação é mais valorizada e divulgada. Por isso, muitos conhecem a profissão de locutor de provas especialmente com a participação brasileira em competições internacionais e mundiais. 

 “A natação, os esportes aquáticos, são bastante difundidos quando tem campeonatos mundiais e jogos Olímpicos. Então eles (o público) sabem que existe uma locução de piscina, mas as pessoas não conseguem escutar porque o filtro da televisão ele consegue barrar o som da piscina, mas o pessoal do estádio sabe que existe um locutor de piscina para manter informado todo mundo sobre o que tá acontecendo , premiação (…). Às vezes quando o filtro da televisão não consegue barrar o som, você consegue entender e ouvir que existe um cara ali que tá controlando e dando andamento pro show que é o esporte”, explica.

No Torneio Centro-Oeste de Natação Infantil a Sênior, no Rádio Clube em Campo Grande, a voz do Rodolfo foi o que deu o tom no início de cada prova, nas premiações e nos intervalos. A voz do locutor era intercalada com uma playlist de músicas variadas.

Para entreter o público é preciso dom e não requer uma preparação específica. “Essas coisas não tem muito o quê ensinar, isso é um dom que você tem. Ou você sabe, ou você não sabe. Não adianta eu chegar aqui e pegar uma pessoa estranha e dizer: ‘senta aí na cadeira e toca o bonde’. Se o cara tiver o dom ele vai continuar e vai aprender, parabéns pra ele. Mas se não tiver dom não adianta você só com dicas daqui, dicas ali, você vai conseguir fazer um trabalho legal, mas não vai fazer o que você tá predisposto a fazer que é entreter o pessoal e fazer o show e tocar a competição como ela deve ser, sem problema nenhum”. 

Apesar de estar há anos na estrada, Rodolfo Carneiro destaca o ineditismo de cada evento. “Hoje de manhã, por exemplo, na segunda etapa eu me diverti muito eu me divirto muito em todas as competições. Nenhuma é igual a outra”, destaca. 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s